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Passo 1, desejo: escreva numa linha o resultado da sessão de hoje, com número, como 24 acertos em 30 questões de Português.
Passo 2, cena: feche os olhos por um minuto e imagine o melhor resultado dessa sessão, com detalhe.
Passo 3, obstáculo: pergunte o que, em você, mais atrapalha esse resultado, e escreva o primeiro hábito que vier.
Passo 4, plano: escreva a frase “se o obstáculo aparecer, eu faço tal ação” e cole no canto da mesa.
Rafael Antunes, do edital de 120 inscritos por vaga, trabalha como auxiliar administrativo numa transportadora até as 18h e estuda das 19h30 às 22h. A cena da posse continuou, mas passou para o começo da sessão e ganhou três linhas depois dela.
O desejo da noite virou concreto: 30 questões de Português, mínimo de 24 certas. O obstáculo apareceu na primeira tentativa de nomear: quando uma questão de crase travava, a mão ia para o celular.
O plano ficou num papel colado na luminária: “se eu travar numa questão por três minutos, marco um X e passo para a próxima; o celular fica na cozinha”.
Na primeira semana, Rafael anotou num canto do caderno as vezes em que levantou para buscar o celular. A conta caiu de nove por noite para duas, e as questões marcadas com X voltavam ao final da sessão, resolvidas com calma.
Um tropeço comum é pular a cena e ir direto ao obstáculo. Sem o desejo imaginado, o obstáculo vira lista de defeitos, e a sessão começa com culpa em vez de energia.
O tropeço oposto é escolher um obstáculo de fora: a banca, o chefe, o edital atrasado. Nenhum deles cabe numa frase “se X, eu faço Y” que dependa só de quem estuda, e o plano fica sem gatilho.
A prova de que a troca funcionou aparece no caderno, quando a noite termina com as 30 questões feitas e a cena da posse continua lá, agora como o primeiro minuto de um plano.
“Qual hábito seu aparece entre a cena da aprovação e a próxima questão resolvida?”
Confira na próxima sessão de estudo:
• o desejo da sessão escrito com número de questões e de acertos;
• o obstáculo nomeado como hábito seu, sem culpar a banca;
• a frase “se X, eu faço Y” colada à vista na mesa.
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