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Passo 1, escolha o material certo para o gesto: a autoexplicação rende em resolução comentada, questão de banca com justificativa e jurisprudência aplicada a um caso, ou seja, material que mostra um raciocínio pronto. Lista de decorar e tabela de prazos pedem outra ferramenta.
Passo 2, aplique as duas perguntas linha a linha: cubra a resolução, revele um passo, responda por que ele existe e o que mudaria sem ele, e só então desça. Se a resposta demorar mais que meio minuto, a linha vai para a lista de lacunas e o exemplo continua.
Passo 3, feche com a resolução do zero: ao terminar o exemplo explicado, feche o material e resolva o mesmo problema em folha limpa, sem consultar nada. A distância entre o que você explicou e o que você produziu sozinho é a medida real do que ficou.
Comece por dois exemplos por sessão, não por dez. O gesto é mais lento que a leitura corrida e cansa mais, e a tentação de voltar para o modo antigo aparece no terceiro exemplo, com o argumento de que assim rende mais.
Prefira o exemplo difícil ao exemplo fácil. Explicar um passo que você já dominava consome tempo e não abre fronteira nenhuma; explicar o passo em que a resolução dá um salto é onde a técnica paga o preço que cobra.
Deixe a lista de lacunas na frente do próximo bloco. Ela substitui com vantagem qualquer resumo colorido, porque foi construída pelo que você não conseguiu dizer, e não pelo que você achou importante enquanto lia.
Cuidado com a autoexplicação de fachada. Dizer "aqui ele aplicou a regra" é paráfrase com voz alta; a explicação começa quando a frase nomeia a regra, diz por que ela cabe naquele caso e o que aconteceria se o caso fosse ligeiramente outro.
Julgue o método pela questão inédita, nunca pelo número de páginas cobertas. Um caderno de trinta exemplos lidos e um caderno de oito exemplos explicados produzem folhas de resposta muito diferentes, e a única prova disso está no seu próximo simulado sem consulta.
"Qual foi a última resolução comentada que você conseguiu reproduzir sozinho, sem olhar, no dia seguinte?"
Confira hoje, no seu próprio material:
quantos exemplos resolvidos você leu na última semana sem escrever uma frase sua ao lado de nenhum passo;
quantas linhas entraram na sua lista de lacunas no último bloco de estudo;
quantos minutos você levou para refazer do zero o último exemplo que julgou entendido.
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